Pós-Graduação semipresencial*

Aquicultura

O pescado é considerado um dos alimentos mais completos e saudáveis para o ser humano. Atualmente, a produção oriunda dos estoques naturais encontra-se estagnada e o aumento de sua disponibilidade à população tem ocorrido, zrincipalmente, por meio da aquicultura. Tanto a exploração dos estoques naturais quanto a produção em cativeiro deve ser realizada em harmonia com o meio ambiente, com as questões sociais envolvidas na atividade e gerar renda aos participantes da cadeia. Dessa forma, o curso busca formar profissionais com diferentes habilidades para atuar ao longo das cadeias produtivas da pesca e da aquicultura bem como desenvolver pesquisas nestas temáticas.

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Informações

Mensalidade

R$ 389,00

Investimento

Investimento para Ano/2020
São 15 mensalidades. Pagamento até dia 20, desconto de pontualidade 15%: R$ 330,65. Pagamento à vista com desconto de 30%.

Carga Horária

424h

(*) em função do Coronavírus (COVID-19) os momentos presencias serão por vídeo aula.

Sendo 240h presenciais e 184h à distância, incluindo o trabalho de conclusão de
curso que será desenvolvido de maneira experimental ou revisão de literatura que será
elaborado durantes os três últimos meses de curso.

Duração do curso

15 Meses

Início – Junho/2020

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Público Alvo

Portadores de diploma de graduação em qualquer área de Ciências Agrárias e Biológicas, em que os interessados busquem qualificação e aprimoramento na área da aquicultura.

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Certificação

A instituição certificadora será a UniFil, que emitirá certificados àqueles alunos que tiveram média de frequência igual ou superior a 75%. Além aprovação de Artigo Acadêmico. A documentação pessoa e acadêmica, tais serão recebidas pela instituição parceira e entregue a UniFil, justamente com o relatório de notas e atas de aprovação de artigo nos termos da Resolução nº 001/2017.

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Objetivo Geral

Capacitar profissionais a atuarem diretamente na aquicultura, com habilidade para trabalhar junto a equipes multidisciplinares em organizações públicos, privados ou terceiro setor.

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Objetivos Específicos

Fornecer novas perspectivas teóricas metodológicas para os profissionais que já atuam com aquicultura.

Formação de recursos humanos aptos para atuar na cadeia produtiva da aquicultura; Apresentar técnicas de manejo para a produção de organismos aquáticos;

Apontar os gargalos da cadeia produtiva e apresentar as possibilidades para atuar de maneira a diminuir os problemas dessa cadeia;

Apresentar as leis que regulam a produção no país e no estado e os pontos necessários para a confecção de um projeto na área de aquicultura;

Apresentar doenças associadas à criação de pescado e legislações de sanidade
Apontar possíveis alternativas de conservação e de produtos derivados de pescado.

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Metodologia

“Dessa forma, a tarefa não é contemplar o que ninguém ainda contemplou, mas meditar, como ninguém ainda meditou, sobre o que todo mundo tem diante dos olhos”.

Citação de Schopenhauer feita por Madeleine Grawitiz. Em Sociologia Geral- Eva Maria Lackatos – Atlas. 1972.

Método Indutivo – (conexão ascendente). Aproveitando ao máximo o conhecimento adquirido pelo pós graduando(a) em seu dia-a-dia, orientando e adequando seu conhecimento prático à teoria existente, indo das constatações mais particulares às leis e teorias, verificando delas, sua eficácia e efetividade;

Método Dedutivo – (conexão descendente). Tornando o pós graduando(a) capaz de pesquisar soluções genéricas, aplicando no caso específico, respeitando sempre suas proporções de infância e adolescência. Partindo das teorias e leis para fenômenos particulares;

Método Hipotético-dedutivo. Incentivo à criatividade, onde o pós graduando(a) formulará seu próprio modelo socioeducativo, mensurando seus possíveis resultados. Iniciando através da percepção de uma falha ou lacuna nos conhecimentos, acerca de como se formulam hipóteses e, pelo processo de inferência dedutiva, testar a predição da ocorrência de fenômenos abrangidos pela hipótese formulada.

Método Dialético. Questionando balizadamente o conjunto de teorias e Leis existentes, penetrando no mundo dos fenômenos da infância e adolescência, através de sua ação recíproca, da contradição inerente ao fenômeno e da mudança dialética que ocorre na natureza da sociedade.

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Conteúdo Programático

As disciplinas serão disponibilizadas em apostilas juntamente com textos para debates nos simpósios.

1. Empreendedorismo e sustentabilidade na cadeia produtiva do pescado (24h)

Conceitos básicos sobre recursos hídricos e aquicultura. Legislação relacionada a recursos hídricos e ambientais. Aspectos conceituais de gestão de recursos hídricos e bacias hidrográficas. Instrumentos de gestão de recursos hídricos: outorga, cobrança pelo uso da água. Atitudes empreendedoras e processos de autoconhecimento. Desenvolvimento da visão e identificação de oportunidades. Planejamento estratégico. Estudo de mercado. Estrutura de um plano de negócios. Políticas de pesquisa e desenvolvimento na pesca e aquicultura.

Bibliografia:

ANA. Agência Nacional de Águas. Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil: 2013. Brasília: ANA 2013. Disponível em: http://arquivos.ana.gov.br/institucional/spr/conjuntura/ANA_Conjuntura_Recursos_Hidricos_Brasil/ANA_Conjuntura_Recursos_Hidricos_Brasil_2013_Final.pdf. Acesso em: 22 out. 2017.

BARON, R. A.; SHANE, S. A. Empreendedorismo: uma visão do processo. São Paulo: Cengage, 2011.

BESSANT, J.; TIDD, J. Inovação e Empreendedorismo. Porto Alegre: Bookman, 2009.

Ed, Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.

NAKAGAWA, M. Plano de negócios: Teoria geral. São Paulo: Manole, 2011.

SALIM, C. S. Construindo Planos de negócios. Rio de Janeiro: Campus, 2005.

OSTRENSKY, A.; JOSÉ ROBERTO BORGHETTI, J. R.; SOTO, D. Aquicultura no Brasil. O desafio é crescer. Editores: OSTRENSKY, A.; JOSÉ ROBERTO BORGHETTI, J. R.; SOTO, D. Brasília, 2008, 276 p. Disponível em: http://projetopacu.com.br/public/paginas/202-livro-aquicultura-no-brasil-o-desafio-e-crescer.pdf. Acesso em: 20 set. 2017.

TUNDISI. J. G. Recursos hídricos no Brasil: problemas, desafios e estratégias. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Ciências, 2014, 76 p. Disponível em: http://www.abc.org.br/IMG/pdf/doc-5923.pdf. Acesso em: 22 out. 2017.

VEIGA, J. E. Desenvolvimento sustentável: O desafio do século XXI. Rio de Janeiro: Gamond, 2010, 220 p.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:

BRASIL. Lei nº 9.433 “Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o inciso XIX do art. 21 da Constituição Federal, e altera o art. 1º da Lei nº 8.001, de 13 de março de 1990, que modificou a Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989.” – Data da legislação: 08/01/1997 – Publicação DOU de 09/01/1997. Disponível em: http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=370. Acesso em: 9 set. 2017.

CHIAVENATO, I. Empreendedorismo: dando asas ao espírito empreendedor. São Paulo: Saraiva, 3 Ed. 2008, 281 p.

FIPERJ. Aquicultura continental no Estado do Rio de Janeiro: orientações para regularização. Rio de Janeiro: Fiperj, 2014, 44p. Disponível em: http://www.fiperj.rj.gov.br/index.php/publicacao/index/2. Acesso em: 8 out. 2017.

2. Projetos aquícolas e Legislação (24h)

Conceitos básicos sobre projetos e índices econômicos. Estudo de mercado. Aspectos organizacionais. Montar e organizar projetos para a aquicultura; Avaliação econômica de projetos. Conceitos das normas Resolução Conama 357 de 17 de março de 2005; da Instrução Normativa In nº6 de 2004; do Decreto 4895 de 2003; Norma Operacional Padrão nº32 INEA de 2015; Lei nº8617 de 17 de janeiro de 1993; Lei 11959 de 29 de Junho de 2009; Instrução Normativa 158 de 2008.

Bibliografia:

C.R. Poli; A.T.B. Poli; E. R. Andreatta, E. Beltrame; (org.)Aqüicultura: Experiências Brasileiras, p. 369-406. Florianópolis: Multitarefa Editora Ltda. 2004

VINATEA, L. Princípios químicos de qualidade da água em aqüicultura. Florianópolis: Editora da UFSC, 1997.

BRASIL. Resolução CONAMA 357, de 17 de março de 2005.

BRASIL. Instrução Normativa Interministerial n° 06, de maio de 2004.

3. Piscicultura continental (24h)

Aspectos históricos, situação atual e perspectivas da piscicultura de água doce em um contexto sustentável de produção. Noções sobre anatomia e fisiologia dos peixes. Espécies de peixes mais criados no Brasil. Construção de tanques e viveiros. Parâmetros físicos e químicos da água relacionados à piscicultura. Reprodução e alevinagem de espécies nativas e exóticas. Sistemas de Produção nas fases de desenvolvimento.

Bibliografia:

Livro: Biologia da reprodução de peixes teleósteos : teoria e prática / Anna Emília Amato de Moraes Vazzoler. Maringá : EDUEM ; São Paulo : SBI, 1996. 169 p. : il.   

FAO. Fisheries Department. 2014. State of world fisheries and aquaculture. Rome: Food and Agricultural Organization of the United Nations. 243p. http://www.fao.org

Livro: Piscicultura de água doce: multiplicando conhecimentos / Ed. Tec Ana Paula Oeda Rodrigues … [et al.]. Brasília, DF: EMBRAPA, 440p. 2013.

Livro: Fisiologia de Peixes Aplicada à Piscicultura. Bernado Baldisserotto. 3.ed. Santa Maria: 352p; 2013.

4. Piscicultura marinha (24h)

Histórico da piscicultura marinha. Importância. Principais espécies cultivadas e países. Sistemas de produção. Etapas e técnicas de cultivo. Cultivo de espécies nativas. Cultivo de espécies exóticas.

Bibliografia:

BALDISSEROTTO, B. & GOMES, L.C. Espécies nativas para a piscicultura no Brasil. Santa Maria, RS. 2ª Ed. UFSM, 2013, 608 p.

BALDISSEROTTO, B. Fisiologia de Peixes Aplicada à Piscicultura. Santa Maria, Rs. 3ªEd. UFSM, 2013, 350 p.

CERQUEIRA, V.R., 2004. Cultivo de peixes marinhos., In: C.R. Poli; A.T.B. Poli; E. R. Andreatta, E. Beltrame; (org.).Aqüicultura: Experiências Brasileiras, p. 369-406. Florianópolis: Multitarefa Editora Ltda.

5. Nutrição de organismos aquáticos (24h)

Nutrientes no alimento e sua utilização pelos organismos aquáticos; Composição e propriedades nutricionais dos alimentos. Tabelas de composição dos alimentos. Conceitos gerais sobre análise de alimentos, preparação de amostras e determinação da matéria seca. Determinação de Cinzas ou Matéria Mineral. Determinação de Extrato Etéreo ou Lipídeo Bruto. Determinação de Proteína Bruta. Determinação de Fibra Bruta. Determinação do Extrato não Nitrogenado (ENN). Determinação de Carboidratos Totais. Determinação de Energia Bruta; Principais ingredientes empregados na formulação de dietas; Formas de avaliação da dieta; balanceamento de nutrientes; Manejo alimentar, taxa de arraçoamento e frequência alimentar; Influência do manejo alimentar no desempenho produtivo.

Bibliografia:

ANDRIGUETTO, Jose Milton; PERLY, Luimar. Nutrição animal: bases e fundamentos. NBL Editora, 2002.

BALDISSEROTTO, B. Fisiologia de Peixes Aplicada à Piscicultura. Santa Maria, Rs. 3ªEd. UFSM, 2013, 350 p.

CECCHI, Heloísa Máscia. Fundamentos teóricos e práticos em análise de alimentos. Editora da UNICAMP, 2003.

FRACALOSSI, D. M.; CYRINO, J. E. P. Nutriaqua: nutrição e alimentação de espécies de interesse para a aquicultura brasileira. Florianópolis: Sociedade Brasileira de Aquicultura e Biologia Aquática, v. 375, 2013.

FURUYA, WILSON MASSAMITU FURUYA (Ed.). Tabelas brasileiras para a nutrição de tilápias. GFM, 2010.

HALVER, John (Ed.). Fish nutrition. Elsevier, 2013.

SAKOMURA, Nilva Kazue; ROSTAGNO, Horacio Santiago. Métodos de pesquisa em nutrição de monogástricos. Jaboticabal: Funep, 2007.

SILVA, D.J.; QUEIROZ, A.C. Análises de Alimentos: métodos químicos e biológicos. 3 ed.Viçosa: UFV, 2012. 235p.

6. Ranicultura (24h)

Anatomia e fisiologia dos anfíbios anuros e técnicas de reprodução. Caracterização das espécies de anfíbios de interesse comercial.  Qualidade e monitoramento da água na criação de rãs. Caracterização ambiental dos locais propícios a criação. Nutrição e arraçoamento de girinos e rãs. Sistemas de criação e técnicas de manejo.  Profilaxia e principais doenças. Desenvolvimento e adoção de inovações tecnológicas. Viabilidade técnica e econômica da produção. Processamento, industrialização e comercialização da carne de rã, seus derivados e produtos não comestíveis.

Bibliografia:

LIMA, S. L.; CRUZ, T. A.; MOURA, M., O. Ranicultura análise da cadeia produtiva. Viçosa: Editora Folha de Viçosa, 1999, 172 p.

LIMA, S. L. Curso Criação de rãs: Novas tecnologias. Viçosa: CPT, 2012, 260p.

MELLO, S. C. R. P. A carne de rã: processamento e industrialização. Rio de Janeiro: Publit, 2009, 90 p.

PAVANELLI, G.C.; EIRAS, J.C.; TAKEMOTO, R.M.; RANZANI-PAIVA, M.J.T.; MAGALHÃES, A.R.M. Sanidade de Peixes, Rãs, Crustáceos e Moluscos. In: VALENTI, W.C. (Ed.) Aquicultura no Brasil. Bases para um desenvolvimento sustentável. Brasília: CNPq/MCT, 2000. p.197-245.

RANZANI-PAIVA, M. J. T.; TAKEMOTO, R. M.; LIZAMA, M. A. P. Sanidade de organismos aquáticos. São Paulo: Livraria Varela, 2004, 426 p.

SEBRAE. Potencial Produtivo de Criação de rãs no Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: SEBRAE/RJ, 2004, 100 p.

SEIXAS FILHO, J. T.; PEREIRA, M. M.; MELLO, S, C, R. P (org.). Manual de Ranicultura para o produtor. Rio de Janeiro: HP Comunicação Editora, 155 p., 2017. Disponível em: http://www.fiperj.rj.gov.br/index. php/publicacao/index/2.

CRIBB, A. Y.; FONSO, A. M.; FERREIRA, C. M. Manual Técnico de Ranicultura. Brasília: Embrapa/Instituto de Pesca de São Paulo/UFPR, 2014. 73p.

SEIXAS FILHO, J. T. Alimentação e nutrição aplicada à aquicultura. Rio de Janeiro: Publit, 2009, 242 p.

TEIXEIRA, R. D.; MELLO, S. C. R. P.; DOS SANTOS, C. A. M. The World Market for frog legs. FAO GLOBFISH Research Programe. Rome: FAO, 2001. vol. 68,  44 p.

7. Criação de Moluscos Marinhos (24h)

Conceitos básicos sobre a criação de moluscos bivalves marinhos. Situação da criação de moluscos no Brasil e no mundo. Principais espécies cultivadas. Biologia básica de moluscos bivalves. Tipos de estruturas de criação; Métodos de criação. Criação de mexilhão. Criação de Ostra. Criação de vieira. Produção de sementes em laboratório e coleta natural.

Bibliografia

POLI, C. et al. (Org.). Aqüicultura: experiências brasileiras. Florianópolis : Multitarefa Editora, 2004.

GOSLING, EIZABETH. Bivalve Molluscs, Fishing News Books. 2003
SHUMWAY, S.E., PARSONS, G. J. Scallops: Biology, Ecology And Aquaculture, Elsevier. 2016
SPENCER,B.E. Molluscan Shellfish Farming, Blackwell Pub. 2002
FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATIONS – FAO. Hatchery culture of bivalves A practical manual.  Rome, 2004

RESGALLA JR. C. O mexilhão Perna perna. interciência; Edição: 1ª. 2008

8. Carcinicultura (24h)

Comparação da carcinicultura com outras atividades agropecuárias e outras áreas da aqüicultura. Aspectos da engenharia para a sustentabilidade. A ecologia dos viveiros e o manejo da produtividade natural. A pesquisa e os principais campos para o desenvolvimento. Formulação e avaliação crítica dos projetos das unidades de produção.

Bibliografia:

ABCC, CNPq, MAPA. 2001. Plataforma tecnológica do camarão marinho cultivado CNPq.Brasil. 276.

ABCC. 2001. Código de conduta e de práticas de manejo para o desenvolvimento de uma carcinicultura ambiental e socialmente responsável 001(ed.) ABCC. Brasil. 15.

ABCC. 2004. Cartilha de boas práticas de manejo na fazenda para prevenir e controlar enfermidades do camarão Litopenaeus vannamei no Brasil. ABCC. Brasil.

AKIYAMA, Dean e POLANCO, Beatriz. 1995. Semi-intensive shrimp farm management Soybean. Caracas. 30.

BARBIERI Jr, Roberto Carlos & OSTRENSKY, Antonio. 2002. Camarões marinhos – engorda – vol 2 001(ed.) Aprenda Fácil. Brasil. 370.

9. Produção de Microalgas e Rotíferos para Fins de Aquicultura (24h)

Características das principais espécies de algas e rotíferos utilizados na alimentação de organismos aquáticos utilizados em aquicultura. Tipos de cultivo: estoque (algas e rotíferos). Culturas Contínuas e em Massa (algas e rotíferos). Técnicas para o isolamento e contagem de algas e de rotíferos. Preparo de água para a elaboração dos meios de cultura para as algas e para os rotíferos. Esterilização do material de laboratório. Manejo dos tanques de cultivo e preparo das culturas de algas e de rotíferos para a alimentação das larvas de organismos aquáticos.

Bibliografia

SERGIO O. LOURENÇO  Cultivo de Microalgas Marinhas: Princípios e Aplicações eBook. KUAN-YEOW SHOW and DUU-JONG LEE  Biofuels from Algae: Chapter Algal Biomass Harvesting.  JULIO ABALDE and  ANGELES CID and PABLO FIDALGO and, ENRIQUE TORRES, Microalgas: cultivo y aplicaciones. CAMPOS, VB, E, BARBARINO & SO, LOURENÇO. 2010. Crescimento e composição química de dez espécies de microalgas marinhas em cultivos estanques. Ciência Rural, 40: 339-347.

10. Metodologia científica e Estatística aplicada (32h)

Ciência no Brasil e no mundo. Tipos de trabalhos científicos. Monografia. Metodologia, pesquisa e lógica. Elementos componentes de trabalhos monográficos. Projeto de pesquisa. Analise crítica de manuscrito científico. Introdução a estatística. Testes de Hipóteses. Princípios Básicos da Experimentação. Delineamento Inteiramente Casualizado. Testes de Comparações de Médias. Delineamento em Blocos Casualizado. Delineamento em Quadrado Latino. Experimentos Fatoriais. Experimentos em Parcelas Subdivididas. Análise de Regressão. Análise de Correlação. Introdução a multivariada.

Bibliografia:

BANZATTO, D.A. & KRONKA, S.N. Experimentação agrícola. 3. ed. Jaboticabal: FUNEPE, 1995. 247p.

GOMES, F.P. Curso de Estatística Experimental. 15. ed. Editora FEALQ, 2009.

SAMPAIO, I.M.S. Estatística Aplicada à Experimentação Animal. 3. ed. Belo Horizonte: FEPMVZ – Editora, 2007.

11. Sanidade de animais aquáticos (24h)

Aspectos de boas práticas de manejo no cultivo de animais aquáticos. Fatores que predispõem enfermidades. Principais doenças em animais aquáticos: etiologia, sinais clínicos e espécies afetadas. Doenças de notificação obrigatória. Técnicas de diagnóstico. Técnicas de quarentena. Imunologia e noções de imunização. Legislação e programas de controle.

Bibliografia

RANZANI-PAIVA, M.J.T.; TAKEMOTO, R.M.; LIZAMA, M.A.P. Sanidade de Organismos Aquáticos. São Paulo: Varela. 2004. 426p.

SOUZA, A.T.S.; LIZAMA, M.A.P.; TAKEMOTO, R.M. Patologia e Sanidade de Organismos Aquáticos. São Paulo: Abrapoa, 2012. 404p.

TAVARES-DIAS, M.; PAIVA, M.J.T.R E PÁDUA, S.B. Métodos para análise hematológica em peixes. Maringá: Eduem, 2013. 135p.

12. Tecnologia do Pescado (24h)

Introdução à tecnologia do pescado. Composição química e valor nutritivo do pescado. Alterações post mortem do pescado. Métodos de Avaliação da qualidade do pescado. Microbiologia do pescado. Métodos de conservação do pescado: frio, calor, salga, defumação, fermentação. Principais produtos e derivados de pescado. Industrialização do pescado. Abate do pescado. Inovações tecnológicas e análises sensoriais. Inspeção sanitária e comercialização do pescado.

Bibliografia

VIEIRA, R.H.S.F. Microbiologia, higiene e qualidade do pescado: teoria e prática. São Paulo; Varela; 2004. 380 p.

FELLOWS, P. J. Tecnologia do processamento de alimentos: Princípios e prática. Porto Alegre, Artmed, 2006.

ORDONEZ, J. A. Tecnologia de alimentos: componentes dos alimentos e processos. São Paulo: Artmed, Vol I,

2005.

ORDONEZ, J. A. Tecnologia de alimentos: alimentos de origem animal. Porto Alegre: Artmed, Vol. II, 2005

PALERMO. J.R. Análise Sensorial:  Fundamentos e Métodos. Rio de Janeiro. Atheneu, 2015. 160p.

13. Comunidades, meio ambiente e participação (24h)

Estudos de comunidades. Meio ambiente e sociedade. Globalização – influências entre o global e local. Gestão participativa. Objetivos do Milênio (ODS). Abordagem ecossistêmica. Metodologias qualitativas e ferramentas participativas. Estudos de caso.    A dinâmica da disciplina consistirá em atividades práticas intercaladas com apresentação e exposição de teoria.

Bibliografia:

Campos, R.H.F. Psicologia social comunitária da solidariedade a autonomia. Petrópolis. 1996, 179p.

Chedid, H.F. et al. Tecnologia para o desenvolvimento social: diálogos Nides-UFRJ/Marília: Lutas Anti Capital, 2018. 457p.

Transformando nosso mundo: a agenda 2030 para o Desenvolvimento sustentável. ODS: https//nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030

14. Ecologia aplicada a aquicultura (24h)

Conceitos básicos da ecologia aquática (habitat, nicho ecológico, fatores limitantes bióticos e abióticos, populações, comunidades); Fatores bióticos (relações entre os seres vivos); Fatores abióticos x Influência sobre os seres vivos; Ecossistemas e Biomas do Brasil; Fluxo de energia e matéria nos ecossistemas; Sucessão ecológica; Produção primária e secundária em ecossistemas aquáticos; Diversidade, estabilidade e maturidade dos ecossistemas naturais e dos ecossistemas sob ação antrópica; Aquicultura ecológica; Interações inter e intra-específicas e aquicultura consorciada; Fisiologia da Conservação; Matas ciliares e áreas de preservação permanente;

Biodiversidade, conservação e impactos ambientais; Importância ecológica, social e econômica da zona costeira; Principais problemas ambientais presentes no manejo dos recursos aquáticos e soluções; Possíveis riscos ambientais em laboratórios de reprodução e beneficiamento de pescado e contaminação de efluentes e seus efeitos.

Bibliografia

MARGALEF, R. Limnologia. Ediciones Omega S.A., Barcelona, 1983.

MOSS, B. Ecology of Freshwaters. Blackwell Scientific Publications, Oxford, 1980.

ARANA, L. V. 1997. Princípios químicos da qualidade da água em aquicultura: uma revisão para peixes e camarões. Florianópolis, Ed. UFSCar. 166 p.

ARANA, L.V. 1999. Aqüicultura e desenvolvimento sustentável: subsídios para a formulação de políticas de desenvolvimento da aqüicultura brasileira. Florianópolis, Ed. Da UFSC. 310p.

BALDISSEROTTO, B.; CYRINO, J. E. P.; URBINATI, E. C. Biologia e fisiologia de peixes neotropicais de água doce. 1a Ed. Editora Funep – SP, 2014. Capítulos: 5 – Estresse e Sistemas Imune em Peixes; 10- Respiração e Adaptações Respiratórias; 11- Nutrição e Aspectos Funcionais da Digestão de Peixes; 12- Regulação Osmótica e lônica; 13- Reprodução e Embriogênese; 14- Gametogênese e o Eixo Hipotálamo-Hipófise-Gônadas.

BARTHEM, R.B. & FABRÉ, N.N. 2003. Biologia e diversidade dos recursos pesqueiros da Amazônia. In: Ruffino, M.L. (ed.). A Pesca e os Recursos Pesqueiros na Amazônia Brasileira. ProVárzea – IBAMA. Manaus, AM. p: 11-55.

BOYD, C.E. Water quality management for pond fish culture. Amsterdam, Elsevier, 1982. 318p.

TAVARES, L.H.S. 1994. Limnologia aplicada à aquicultura. Jaboticabal, FUNEP, 70p. (CAUNESP, Boletim Técnico, 1).

BALDISSEROTTO, B. Fisiologia de peixes aplicada a piscicultura. 2° Ed. Editora Santa Maria – RS, 2009, 349p. Capítulo: 2 – Digestão; 6 – Endocrinologia.

SOUZA, R.A.L. Piscicultura Sustentável na Amazônia: Perguntas e Respostas. 1. ed. Belém: Mendes Publicidade, 2004. v. 1. 158p .

Atividades Complementares

Visita técnica a unidades de produção e empresas do setor; elaboração de projetos; estudos de caso; análise de artigos na área; simpósio; aulas práticas e/ou demonstrativas; participação em eventos e outras.

Simpósios: São previstos três simpósios sendo:

  • Simpósio I. No início do curso onde estarão presentes todos os professores do programa, autoridades locais da aquicultura e pesca, membros de câmaras de comércio e pesquisadores das áreas agrárias e biológicas, onde a luz de um temas atual serão apresentadas e analisadas as perspectivas e realidades da aquicultura.
  • Simpósio II: Realizado no 6º mês de curso, onde os alunos que já tenham seus artigos elaborados, poderão comunicá-los;
  • Simpósio III: Realizado no último mês de curso onde serão apresentados os 3 (três) melhores artigos produzidos durante o curso.

Coordenação

• Prof. Helvio Costa de Oliveira Telles – Mestre em Direito Econômico – Doutorando em Agronegócios e Sustentabilidade – Universidade de Évora PT

• Ph.D. Fernanda de Oliveira Lana – Pós-Doc em Biologia Marinha e Ambientes Costeiros – UFF / Post-Doctorate in Marine Biology and Coastal Environments – UFF – Doutora em Recursos Pesqueiros e Aquicultura – UFRPE / PhD in Fisheries Resources and Aquaculture – UFRPE